O que esperar das nossas entidades

Maio 30, 2009 por srmeneguelli

Recentemente ouvi uma bobagem daquelas monumentais e é sobre ela que resolvi escrever hoje.Um amigo que prefiro não comentar o nome disse que foi a um terreiro e que um exu lhe disse que havia rompido os ligamentos da mão,e que para não ter de fazer cirurgia (veja bem ele falou cirurgia mesmo) ele ia correr uma gira e talvez o rapaz deveria fazer um trabalho. Note-se o fato de que o rapaz não foi a nenhum hospital,e o fato que o levou a socar a parede foi um acesso de furia provocado pela falta de drogas.Como a entidade poderia saber disso com termos médicos e principalmente prometer algo que ão poderia cumprir se realmente o rapaz estivesse com tamanho problema ja que seus ligamento nervosos não se refariam sem cirurgia.

Caso numero 2.Outra pessoa ,outro lugar outro terreiro em que fomo visitar.O consulente teve um AVC (acidente vascular cerebral) mais conhecido como derrame,que lhe paralisou por completo o lado esquerdo do corpo,e hoje a custa de muita fisioterapia ele anda com muita dificuldade,mais graças a Oxalá e muita força de vontade ele anda.Vimos um  (ere) ou qualquer outra entidade ensina-lo a fazer um apahado de ervas que em contato com o alcool soltam todo o seu óleo essencial e ficam bem verdinhas por causa da clorofila e mandou que ele aplicasse todos os dias que no máximo em um ano ele voltaria a caminhar normalmente sem auxilio de bengalas ou muletas que é como ele faz hoje.

Nada digo,nada contra preparados ,só que vi 2 problemas nesses casos relatados ,uma entidade não pode prometer alguma coisa que esteja fora do alcance do mundo espiritual, que é a cura da alma e do espirito através de passe per-espirituais tratando os fissuras que nos trazem muitos problemas e afastando os espiritos que nos atrapalham. Nada como a fé ,como diz um ponto de preto velho que o meu gosta muito e tive até pensando em tatuar e tornar disso meu lema de vida pelo tempo que me restar (quem tem fé tem tudo,quem não tem fé não tem nada),mais as vezes essas pessoas que fazem um eque do bom tratam com pessoas com problemas (alias ninguém procura Deus por amor ,e sim por necessidade) e nós com problemas nor tornamos muito mais fragéis e sussetiveis a tudo e dai saimos enchendo os bolsos de pais e mães e ficando ainda com o problema,dai também saimos reclamando e achando que os orixás não existem e inflamos o coro de que a umbanda não presta .

Conclusão. passemos a ler tudo o que nos cai na mão sobre nossa religião ,estudemos e teremos discernimento do que é certo e teremos muito mais chances de louvar com fé nossos Orixás .

Se entidades pudessem discorrer sobre assuntos que não fossem de cunho espiritual ,eu,com certeza ja teria pedido a uma delas o numero da mega-sena acumulada.

E pra terminar como diz aquele funk

ado aado cada um no seu quadrado.

Um pedido de desculpas

Maio 30, 2009 por srmeneguelli

Faz tanto tempo que não posto nada ,acho que isso talvez posso ser um reflexo de como anda minha vida espiritual.

Sinceramente gostaria de expressae um pedido formal de desculpas ao nosso amigo que postou sobre um dos seus textos que realmente utilizei em um de meus posts ,é que tão pouco se fala em nossa religião que quando vemos um texto maravilhoso e que expressa tão bem o que é a umbanda e sua verdadeira caridade a gente não pensa duas vezes em escrever .

E esta criatura que vos escreve é filha de Deus e esqueceu de fornecer a fonte de onde tirou o texto maravilhoso com que presenteou os leitores .Gostaria de informar que para o bem de nossa religião se forem utilizados no futuro textos de Vossa autoria não esquecerei de fornecer a fonte para honra e glória de Oxalá nosso Pai Maior .

Salve  a umbanda .

O Sacerdócio na umbanda.

Setembro 21, 2008 por srmeneguelli

Observando como nascem e proliferam centros de umbanda principalmente na região em que resido decidi fazer uma pesquisa de campo , da qual reirei alguns requisitos que vários Sacerdotes colocaram como primordiais ,e todos , eu disse todos foram unanimes em alguns quesitos,que os levaram a abertura de seus terreiros.

Não espero aqui arrumar desevenças , e sim mostrar algumas coisas.

a)   foram solicitados por seus guias espirituais para que abrissem suas casas.

b)   todos relutaram unanimemente em  assumir tal responsabilidade.

c)   todos, de inicio, se sentiram inseguros e não  se achavam preparados para tanto.

d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias espirituais afiançarem-lhe que tinham esssa missão e que teiram todo apoio do astral para leva-lá adiante e ajudarem muitas pessoas.

e)  todos sentiram então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.

f)  todos confiam muito nos seus guias espirituais, e no magnifico trabalho que elas realizam em beneficio das pessoas.

g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditam nos seus guias.

h) todos se sentem gratos aos seus guias por te-los instruido quando pouco ou quase nada sabiam sobra tantas coisas que compõem o exercicío da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.

i)  mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalhos, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de provavelmente muitos deles ja terrem formado médiun que hoje em dia também já tem suas casas.

j) e finalmente todos acreditam que sempre é tempode aprenderem u pouco mais e não tem vergonha de ouvir o que outros dirigente tem a dizer.

Bem, só com essas observações feitas pelos próprios Dirigentes de terreiros temos um retrato fiel dos Dirigentes umbandistas, e posso afirmar com certeza algumas conclusões a que cheguei.

a)  na Umbanda o sacerdócio é uma missão.

b)  o sacerdote  de Umbanda , já traz desde seu nascimento essa missão, ele não é feito por ninguém.

c) o sacerdote de Umbanda invarialvelmente é escolhido pela espiritualidade.

d)   só consegue dirigir uma tenda quem tráz essa issão pois ela também é dos guia espirituais que eles carregam.

e)  mesmo não se sentindo prepparado para tão digno trabalho,no entanto, a maioria crê nos seus guias  e leva adiante sua incumbência.

f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem em nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que , com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.

g)  todos gostaria de se preparar melhor para o exercício sacerdotal,ainda que sejam ótimos dirigentes espirituais.

h) todos leêm muito sobre a umbanda, e por vezes procuram na leitura informações que auxiliem no seu sacerdócio.

i) muitos fazem cursos holisticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.

j)   todos gostaria de ter alguém ( uam escola,uma federação,uma pessoa) que pudesse responder certas duvidas que vão surgindo no decorrer do exercicio de sua missão.

Não espero ser uma unanimidade, mais isso é mais ou menos o que penso sobre o sacerdócio na Ubanda.

Você é seu templo

Setembro 16, 2008 por srmeneguelli

Você chegou ao seu templo de trabalho.    Ore peça iluminação                 

Cumprimente todos os seus colegas.        Isso se chama amizade

Deseje a cada um o melhor.      Isso se chama sinceridade.

Faça o seu programa do dia.    Isso se chama reflexão.

Agora com tudo planejado, comece a trabalhar. Isso se chama ação.

Acredite que tudo dará certo. Isso se chama fé.

Faça tudo com alegria. Isso se chama entusiasmo.

Dê o melhor de si. Isso se chama perfeição.

Ajude aqueles que tem mais dificuldade que você. Isso se chama doação.

Compreenda que nem todos estão na mesma sintonia. Isso se chama tolerância.

Receba as bençãos com gratidão. Isso se chama Humildade.

Deus e os divinos Orixás estarão com você. Isso se chama Amor.

Porque oramos?

Agosto 7, 2008 por srmeneguelli

O que é oração?
 

            “A oração”, diz ‘Abdu’l-Bahá, “é a conversação com Deus”. A fim de tornar conhecida aos homens a Sua Mente e Vontade, Deus lhes deve falar numa língua que eles possam compreender, e isso Ele faz pela boca de Seus Santos Profetas. Enquanto fisicamente vivos, esses Profetas conversam com os homens face a face, transmitin- do-lhes a Mensagem de Deus. Depois de morrerem, Sua mensagem continua a penetrar a mente humana através de Seus dizeres registrados e de Seus Escritos. Não é essa, porém, a única maneira pela qual Deus lhes possa falar. Há uma “linguagem do espírito”, que é independente da palavra falada ou escrita, pela qual Deus se comunica com aqueles cujos corações buscam a verdade, inspirando-lhes onde quer que estejam, e seja qual for sua raça ou língua. Nessa linguagem o Manifestante continua a manter a palestra com os fiéis depois de Sua partida deste mundo material. Após a crucificação, Cristo ainda conversava com Seus discípulos e lhes inspirava. De fato, Ele os influenciou mais fortemente do que antes e o mesmo tem sucedido com outros Profetas.

            Muito diz ‘Abdu’l-Bahá sobre essa linguagem espiritual, como, por exemplo:

            “Devemos falar na linguagem do céu, do espírito, pois há uma linguagem do espírito e do coração. É tão diferente da nossa como a nossa o é dos animais, que se exprimem apenas por gritos e sons. É a linguagem do espírito que fala de Deus. Quando na hora da prece nos libertamos de todas as coisas externas e nos voltamos para Deus, então é como se no coração ouvíssemos a voz de Deus. Sem palavras falamos, nos comunicamos, conversamos com Deus e ouvimos Sua resposta… Todos nós quando atingimos uma verdadeira condição espiritual, podemos ouvir a Voz de Deus.”

- De uma palestra registrada por Miss Ethel J. Rosenberg.

 

             “A oração é a água da vida; anima a existência e traz à alma boas novas e júbilo. Tu deves atender a isto o mais que puderes, e convidar os outros à oração e à súplica…  Perguntaste o que deverias fazer, de que maneira orar, a fim de ser informado dos mistérios de Deus. Deves orar com teu coração atraído e teu espírito extasiado pelas boas novas divinas. Assim as portas do reino dos mistérios abrir-se-ão diante de ti, e virás a compreender a realidade de todas as coisas…
            “Que é oração, atitude ou palavra? É tanto atitude como palavra; depende do estado da alma. Assemelha-se a uma canção: – ambas – música e palavras, fazem a canção. Algumas vezes é a melodia que nos comove; outras vezes, é a palavra…
            “A súplica é tão eficaz que nos inspira durante todo o dia com ideais elevados, e torna serenos e santos nossos corações. Devemos ser sensitivos à música da prece; o coração deve sentir seu efeito, e não ser como um órgão do qual possam surgir as mais suaves melodias sem que nele mesmo seja produzida a consciência da sensação…”

- ‘Abdu’l-Bahá

 

Porque devemos orar?
 
 

Assim como o amante sente a necessidade de expressar o seu amor à amada, assim também a criatura sente o desejo de expressar seus sentimentos ao Criador Todo-Poderoso. Para o coração iluminado e para a mente esclarecida, a Palavra Revelada tem um efeito incomparável e uma força indescritível, pois é a trilha espiritual, o caminho e o meio pelos quais o Criador deseja e pode ser contatado. 
 
 

“Entoa, ó meu servo, os versículos de Deus a ti revelados, assim como os entoam os seres que Dele se aproximaram, a fim de -acender tua própria alma com a doçura de sua melodia e atrair os corações de todos os homens. Se alguém, recluso em seus aposentos, recitar os versículos por Deus inspirados, os anjos do Todo-poderoso difundirão a fragrância das palavras emanadas de seus lábios, o que fará vibrar o íntimo de todo homem justo. Embora seu efeito, a princípio, passe despercebido, cedo ou tarde, no entanto, a virtude da graça que lhe é concedida, exercerá influência sobre sua alma. Assim os mistérios da Revelação Divina foram decretados pela Vontade de Deus, Fonte de poder e sabedoria.”
-  Bahá’u’lláh

 

 

História da umbanda

Julho 30, 2008 por srmeneguelli

HISTÓRIA DA UMBANDA

Em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói –RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: “amanhã estarei curado”.
No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha.
A medicina não soube explicar o que acontecera.
Os tios, sacerdotes católicos, colhidos de surpresa, nada esclareceram. Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se, dizendo:”aqui está faltando um flor”, e saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.
Esta atitude insólita causou quase que um tumulto. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu estado de atraso espiritual.
Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do porquê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou:
“Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados ? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz ? E qual o seu nome irmão ?
E o espírito desconhecido falou: “Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O vidente retrucou: “Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto” ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: “cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei”.
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.
A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar paralíticos. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.
A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.
Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Jerônimo.
Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.
Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. “Não os aceite. Devolva-os”, ordenava sempre o Caboclo.
A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.
O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.
Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu – RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.
Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la: “A Umbanda tem progredido e vai progredir.
É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.
O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram
atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.
Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.
Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.
Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.
Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.
Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares.
Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.
Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.
Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas”.
Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975, com a certeza de missão cumprida. Seu trabalho e as diretrizes traçadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas continuam em ação através de suas filhas Zélia e Zilméa de Moraes, que têm em seus corações um grande amor pela Umbanda, árvore frondosa que está sempre a dar frutos a quem souber e merecer colhê-los

Mais um pouco sobre ciganos

Julho 28, 2008 por srmeneguelli

Eu vi um formoso Cigano sentado na beira do rio
Com seus cabelos negros e os olhos cor de anil
Quando eu me aproximava o cigano me chamou
Com seus dados nas mãos o cigano me falou
Seus caminhos estão abertos na saúde, na paz e amor. Foi se despedindo e me abençoou
Eu não sou daqui, mas vou levar saudades ,
Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”

Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências eespecialidades.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais
evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito,facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço. O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.
A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse,pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária. Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras,organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex-ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs. O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por
ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento
religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas acterísticas
gerais.
Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de
destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez,Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita,Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin,Sarita e muitas outras também.
É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto.
A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.
Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos
espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.
Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida,mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas,roupas, etc.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado dobr altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal .
Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada.
Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.
E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.
Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver
bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos,folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Trecho extraído do livro” Rituais e Mistérios do povo Cigano “, de Nelson
Pires Filho(Extraído do Grupo Linha Cigana)
Paz e Harmonia

O PODER DAS VELAS

Julho 13, 2008 por srmeneguelli

O significado das velas

As cores vibram em diferentes freqüências energéticas, e têm significados simbólicos que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e as crenças pessoais. Listamos aqui alguns dos significados associados às cores:

O PODER DAS CORES DAS VELAS:

A vela azul deve ser acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade, sabedoria, desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade, intuição e ter expansão nos projetos.

A vela amarela deve ser acesa quando há necessidade de cura energética, clarear a mente, abrir o intelecto, firmar os pensamentos, desenvolver a espiritualidade e ocorrer mudanças rápidas das situações.

A vela laranja deve ser acesa para ter força mental, aumentar a confiança, a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso nos empreendimentos.
A vela violeta ou lilás deve ser acesa quando há necessidade de transmutar as energias, transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição, combater o “stress” e acalmar-se.

A vela rosa representa a beleza, o amor, a moralidade. Deve ser usada em assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos. Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.

A vela verde simboliza a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se desejar a cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.

A vela vermelha deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida dos acontecimentos.

Mensagens das Velas

Ao acender uma vela, é possível identificar algumas mensagens:

Vela que não acende prontamente – Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar “poluído ou carregado”.

Vela queimando com chama azulada – O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido terá algumas mudanças. Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo já está à caminho.

Vela queimando com chama amarelada – A sua felicidade está próxima.

Vela queimando com chama vermelha – O seu pedido está sendo realizado.

Vela queimando com chama brilhante – Você está tendo êxito no seu pedido.

Chama que levanta e abaixa – Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Sua mente pode estar um pouco tumultuada. Alerta para firmar o seu pedido.

Chama que solta fagulhas no ar – O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá ter algum tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido se realizar, você sofrerá algum pequeno aborrecimento.

Chama que parece uma espiral – Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está levando sua mensagem. Mas, cuidado, não faça comentários de seus desejos, pois tem gente por perto querendo atrapalhar os seus pedidos.

Pavio que se divide em dois – Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.

Ponta de pavio brilhante – Sorte e sucesso no seu pedido.

Vela que chora muito – O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito emotiva, e sem forças.

Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta – O anjo pede mais oração.

Se a vela apaga, depois de acesa (sem vento por perto) – O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido, o resto cabe à você resolver. Acenda mais duas velas, para reforçar o pedido.

Chama enfraquecida – É preciso reforçar o seu pedido.

Chama que permanece baixa – De tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto deseja. Indica que você não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.

Chama que vacila – Indica que o pedido se realizará, mas antes ocorrerá alguma transformação necessária.

Quando se acende mais de uma vela e uma das chamas está mais brilhante do que as outras – Indica boa sorte.

Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes – Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo em seu pedido.Quando a vela queima por inteiro: seu pedido foi plenamente aceito.

Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado – indica que seu pedido está se concretizando.

Quando a vela termina de queimar e sobra cera esparramada no prato, sem queimar – É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou, pois existe energias negativas atrapalhando. Quando terminar de queimar, então acenda outra e agradeça ao seu Anjo.

 

 

 

 

texto retirado de http://umbanda.wordpress.com/2006/12/06/o-poder-das-velas/ 

Um pela Banda

Julho 5, 2008 por srmeneguelli

É muito estranho para mim, ver grandes líderes de nossa religião, discutindo às vezes não muito amigavelmente por temas que deveriamser consenso entre todos;e perdendo tempo com assuntos que nossa espiritualidade explica ou muitas vezes não demonstra muita impotância na explicação.
O fato é que muitas coisas são como são e não precisam de explicação nem de porquês.
Sou muito adepto daquela teoria de Einsten: ” Não importa como o nosso mundo foi criado, o que importa é que estamos aqui e temos que fazer o nosso melhor por ele”.
Menciono esse tema,pois sempre que ouço falar das constantes brigas pela origem da palavra UMBANDA.Palavra essa que para mim,define tudo o que nossa grandiosa religião é!
E mais que tudo,me importa como umbandista que sou,não o significado propriamente dito da palavra UMBANDA nem suas origens,mais o seu significado no contexto da religiosidade.E para mim fica muito claro seu significado nesse contexto.

UMBANDA, UM PELA BANDA

Cumprir nosso compromisso anterior ao nosso encarne, com nossos guias,irmãos desencarnados, em que trabalharíamos aqui na terra pela evolução espiritual de todos e que permitiriamos a eles, nos tornando seus meios, a mesma condiçao de trabalho.
Doar amor incondicional a todos.
Doar nossos dons,ganos de nosso pai Maior,através da caridade dando de graça aquilo que recebemos de graça.
Doar o abraço amigo, o sorriso que aprova, a palavra que encoraja e o silêncio que fortalece.
Estender as mãos, nosso respeito e nossos cuidados ao próximo.
Olhar para o ” eu interior” para curar as próprias mazelas.
Vencer oos próprios vícios, cuidar do próprio passado e do próprio caminho.
ENFIM, TRABALHARMOS POR NOSSA BANDA, IRMÃOS ENCARNADOS E DESENCARNADOS , PELA EVOLUÇÃO DE TODOS.
UM pela BANDA e a BANDA pelo UM.
Por André Gonçalves Santos

Preces de Exu

Junho 30, 2008 por srmeneguelli

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua Vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado à exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro nalgum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito , sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh, Pai infinito que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.